Vida de Autora #2

Bom dia pessoal, eu sei que estou há séculos sem atualizar a coluna, mas é que o tempo está escasso mesmo!
Mas eu voltei! rsrs
E cumprindo a minha ultima promessa, vou falar sobre Clichês...
Antes de tudo vamos definir a palavra:
Clichê: É uma expressão idiomática que de tão utilizada e repetida, desgastou-se e perdeu o sentido ou se tornou algo que gera uma reação ruim em vez de dar o efeito esperado.
Também pode significar uma ideia relativa a algo que se repete com tanta frequência que já se tornou previsível e repetitiva dentro daquele contexto.


Basicamente, clichê é aquilo que todo mundo já está cansado de ouvir/ver/ler.
Então, eu deveria abolir qualquer coisa clichê da minha obra?
NÃO! Absolutamente NÃO! 
Por que? Porque se for um clichê bem feito, ele deixa de ser clichê e se torna algo original e mesmo assim "conhecido" para quem está lendo.
Tem gente que ainda gosta de uns velhos clichêzinhos... Mas a questão é saber como coloca-lo no livro.


Vou dar três exemplos de Clichês e arrumá-los do modo como eu acho que ficariam melhores.


Beijo na chuva: Beleza, todos deliram com isso, mas já está super batido. Então precisamos dar uma incrementada. O casal poderia cair, seria engraçado e daria oportunidade para risadas e mais beijos. Ou então poderia ser interrompido por um pedido de socorro de uma garotinha molhada. Vai da cabeça de cada um.


Melhor amiga/o sempre estragando as coisas: A maioria das pessoas não percebe, mas em muitos livros os melhores amigos só tem um único e cruel objetivo: sempre estragar as coisas pro lado do protagonista, não por querer é claro... Bem, e se tirássemos essa inocência do melhor amigo? E se ele fizesse tudo por querer, mas bancando o bonzinho? É algo a se pensar.


Felizes para sempre: Todo mundo ama um final feliz certo? Eu adoro. Mas às vezes, parece tudo tão forçado. Digo, o casal principal se separa, se odeia, morre umas quinhentas vezes, mas sempre acaba ganhando forças (magicamente) para ficar juntos. Então você pode me dizer: mas essa é a beleza do amor... Bem, é a beleza do amor nos contos de fadas, não na vida real, então seria interessante dar uma base mais realística a sua obra não? Não estou tentando extinguir os finais felizes, só pense bem antes de fazer um mundo colorido no fim do seu livro... Às vezes é bom mudar um pouco as coisas, torna-las menos previsíveis... A surpresa é o que faz determinada ação sair do contexto clichê.
Então, para fazer um clichê não clichê, você tem que abusar da criatividade, colocando ou tirando personagens, mudando atitudes e/ou inovando e surpreendendo de algum modo!


Espero ter ajudado. Até a próxima pessoal!
Beijos.
http://serietrinita.blogspot.com/

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